tu afirmas: ...eu fazia isso com 14 anos...
- Tu comeste fezes de vaca?
- Tu queimaste a mão com plástico?
- Tu cortaste teu pé e derramaste pinos de vela no corte?
- Tu comeste uma 'lagarta-de-fogo'?
- Tu comeste 8 pimentas?
- Tu fizeste etc.?
Então, cala-te!

maníaco da lapiseira

 O maníaco da lapiseira

Era uma ensolarada manha do mês de março... Bom na verdade era meio dia e o sol tava torrando...Bom mas isso não importa , afinal não sou escritor romancista (e nem sou escritor graças a Deus) para tentar retratar a atmosfera que se passa a nossa “sangrenta” história.
O foco principal da nossa historia se passa nos arredores do “majestoso” ((Y)) Colégio Maria Ester 2, precisamente meio dia após a aula.
Mas a historia tem um prólogo que ocorre durante a aula do dia citado. Nessa época existia uma “agradável” brincadeira que consistia em um “carinho” com força aplicada na cabeça da outra pessoa, a brincadeira se chamava “samba Tevez” ou mais nacionalmente conhecida como “pedala Robinho”. Pois é no primeiro ano manha do CME, essa brincadeira era constante entre os “colegas” de sala. E quem mais sofria com o carinho citado eram os alunos do tipo... Vamos dizer assim “não muito espertos” (Traduzindo: Retardados).
Assim um já conhecido personagem das nossas historias que se enquadrava (e se enquadra até hoje) na definição acima, sofria muito com isso. Esse singular personagem é o nosso querido colega Davi, vulgo “uréia de sovela”. No decorrer desse dia de aula, o pobre ‘Ureia’ passou o dia levando “pedala Robinho” de todos os garotões da sala, mas isso não era novidade afinal todo dia era a mesma coisa, o coitado passava a aula todinha apanhando dos ‘garotão’. O que foi novidade nesse dia é que até o Henrique vulgo “Chico Babau...” tava dando pedala nele também, e logo o Henrique que era o que mais apanhava do pessoal lá na sala.
Pois é, o pobre “ureia” além de te que aguentar todo tipo de humilhação dos ‘garotão’, agora tinha que aguentar até “pedala” do “C B”...E o pior é que foi a manha inteira.
Mas tudo bem o “ureia” tava acostumado a aguentar as coisas calado mesmo (mas não por ter um temperamento calmo, e sim porque ele num era nem doido de reclamar...), ele só não ia aguentar apanhar de um cara mais sem moral do que ele. E dava pra imaginar que se o “Chico Babau” continuasse brincando, uma hora o “ureia” ia estourar.
Então finalmente acabou a aula e todo mundo foi saindo da sala pra se mandar do colégio... E saindo da sala o “Chico Babau” passa pelo “ureia” e dar mais outra chibata no infeliz, e já deu pra começar a notar que o uréia fico agoniado, pois ele deu um de seus acessos de ficar olhando pra um lado e para o outro como se tivesse procurando algo (aqueles cestos de mongol que todo mundo conhece).
Como de costume se juntou eu, o “ureia” e o “garapero” pra ir embora, e quando chegamos na saída do colégio estava esperando um amigo nosso que tinha estudado com a gente no ano anterior, um cara “muito gente boa”  chamado Natanael, uma ótima figura “cheia de modéstia” (na verdade o cara era um  Mané, mas como eu não gosto de escarrar os outros (Y) ‘tô’ sendo gentil com ele). Então ficou eu, o “ureia”, o “garapero” e o Natanael na saída do colégio conversando (muita besteira como sempre). Ai, nesse momento acontece o momento crucial da nossa história... O “Chico Babau” passa e dá mais um “pedala Robinho” no “uréia” e ainda chama o mesmo de “ureia” (apesar de ser normalmente conhecido por esse nome, ele não gostava nenhum pouco de ser chamado assim. E até chegava afirmar que não tinha a orelha grande...Tinha naaaadaaaa (Y) e se dirige pra lan house  “interactive.com” que ficava vizinha ao colégio. No momento não prestei muito atenção no acontecido, pois estava esperando o “garapero” que entrou no colégio pra falar com um amigo mongol dele (dizer “amigo mongol do Cavalcante” parece até uma redundância...). Só prestei atenção mesmo quando o “ureia” jogou a mochila no chão  e procurou o seu estojo num ato de selvageria, de repente  ele puxa uma lapiseira do estojo e me da a mochila e diz: ”Ei Josu segura minha mochila que eu vou matar o “fela da puta” do Henrrique AGORAAA!!!” . E Lá saiu o ‘ureia’ correndo desesperadamente com a sua lapiseira na mão, a empunhando com uma arma... O jeito que ele corria parecia um samurai com sua katana correndo pra cima do inimigo pronto para lhe retalhar completamente com a lâmina.
Quando vi aquela cena fiquei em pânico e completamente desesperado imaginando a desgraça que estava prestes a acontecer entre meus dois amigos. Meu pensamento era: ”caralho doido, o Davi vai da uma de doido pra cima do Henrrique, e o Henrrique vai da um cacete nele... É capaz até de quebrar um braço uma perna... ou quem sabe até o pescoço do pobre infeliz”. Quando o “garapero” saiu do colégio, eu corri para ele pra relatar o acontecido, e a sua reação foi igual a minha, de desespero, mas não com medo de ver o amigo não furando o “Chico Babau” com a lapiseira, mas sim de o ‘Ureia’ ser espancado no meio da rua na frente de boa parte dos alunos do CME que saiam da aula, e o pior, pelo Henrique, o cara mais escarrado do colégio (na verdade o mais escarrado devia ser o Junilton...mas não tenho certeza). Saímos correndo desesperadamente para ver se dava tempo de segurar o Davi antes que ele cometesse um erro que ia se arrepender pelo resto da vida escolar.
Nosso medo foi em vão, pois mal corremos e logo avistamos o “ureia” voltando tranquilamente com a lapiseira na mão, sem nenhum hematoma ou mancha de sangue pelo corpo... Então perguntamos: ”Cadê Davi mah? Tu num ia  matar o Henrique?”
Ai ele respondeu: ”Não mah o cara ficou com medo do “meu instinto assassino” e se escondeu na lan house com medo”...
 ¬_¬
Pra não cortar a falsa sensação de vingança do cara, todos nós que ouvimos o relato infundado do cara, ficamos calados, e ao contrário apoiamos ele dizendo: ”caralho vei tu é  perigoso mesmo doido ((Y))”, afinal a gente não podia estragar um dos poucos momentos de alto estima da vida do cara...
No outro dia quando encontramos o “Chico Babau” no colégio fomos perguntar a versão não tão psicótica da historia, e o que ele contou foi que o “ureia” foi para cima dele com a lapiseira e ele apenas tacou o caderno na cabeça dele e entrou na lan house, e que não tinha espancado o “ureia” simplesmente pelo fato de que já estava era com pena ver o coitado apanhando tanto o dia inteiro.
Pois é querido leitor... Escrevi essa historia não apenas pelo extremo prazer que tenho de relatar os nebulosos episódios que aconteceram no passado da galera (tradução: Extremo prazer de escarrar as mongolices que a galera já fez), mas sim para alertá-los do perigo de contrariar o “maníaco da lapiseira” ou mais popularmente conhecido “ureia de suvela”. Eu sei que é tentador fazer hora com a cara de uma figura exótica e doentia como aquela, mas pense duas vezes antes de fazer isso, porque pode ser que você acorde “com a boca cheia de lapiseira”...
 
autor: Josu - maniaco da tesoura

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